“Quando Krishna deixou Vrindavana (vilarejo onde viveu até a adolescência), as gopis (jovens vaqueirinhas locais apaixonadas por Ele), sentiram demais essa separação. Ao saber que Krishna, também conhecido como Jagannatha, o Senhor do Universo, estava na região de Kuruksetra com Seu irmão Baladeva e Sua Irmã Subhadra, as gopis foram ao seu encontro e tentaram levá-lo de volta a Vrindavana à força, puxando Sua quadriga com as próprias mãos”.(Jóia do Universo – História do Senhor Jagannatha, The Bhaktivedanta Book Trust).

O Ratha-Yatra é o famoso Festival das Carruagens que reproduz alegoricamente esta história. Em Jagannatha Puri, ele acontece no segundo dia de lua cheia do mês de Ashada (junho-julho) e é reproduzido em diferentes datas nas principais capitais do mundo.

O Senhor Jagannatha, Seu irmão Baladeva e Sua Irmã Subhadra, que são reconhecidos como manifestações divinas do Senhor Krishna em forma de Deidades, são levados às ruas, em primorosas carruagens construídas pelos devotos do Senhor Krishna para, misericordiamente, concederem suas darsana bênçãos (darshana) a todos. Uma vez iniciado o Festival, as carruagens são puxadas pelos devotos e simpatizantes, que cantam e dançam alegremente os diversos mantras até o ponto de chegada, onde há uma grande distribuição de alimento lacto-vegetariano, pela ONG Alimentos Para a Vida, criada por Srila Prabhupada para combater a fome no mundo.

Um dos propósitos da Ratha-Yatra é permitir que o público em geral receba as benções das Deidades, relembrar que Deus existe e que temos uma relação eterna com Ele. Mas tudo com muita alegria e alto astral.

Em toda parte do mundo, as pessoas presentes ao festival assistem a uma grande variedade de eventos e exibições culturais. As apresentações incluem peças de teatro, músicas, danças, belas artes e exibições sobre reencarnação, vegetarianismo e ciência védica.

Ratha-Yatra é talvez o maior festival da Terra. Tudo é numa escala condizente com o grande Senhor. Cheio de espetáculo, drama e cores, o festival é uma típica feira indiana de enormes proporções. É também a personificação da síntese do tribal, do popular, e do autóctone com o clássico, o elaboradamente formal e os sofisticados elementos do sócio-cultural-religioso ethos da civilização indiana.